domingo, 30 de setembro de 2007

Incêndio na Uerj!!

Um incêndio, como deve ser de conhecimento de todos, atingiu quatro andares do bloco F do Pavilhão Reitor João Lyra Filho da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), na tarde deste domingo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a suspeita é a de que o fogo tenha começado na gráfica instalada no primeiro andar.As chamas atingiram os setores de Geologia, Física, Parque Gráfico, Proderj e o Centro de Produção. A Reitoria e a Sub-reitoria foram os locais mais atingidos.

Não é estranho que em vésperas de eleição à Reitoria, um incêndio aconteça justo no andar da mesma em pleno Domingo?

Rampas desabam, estudantes se suicidam, estupros e assaltos são cometidos, verbas são cortadas, nossos banheiros não têm portas e nem papel higiênico...e agora um incêndio!

O que devemos esperar daqui pra frente? Que se tranque as portas e nos impeçam de estudar? Ou que se justifique a invasão do capital privado em Universidades Públicas?

É lamentável olhar para o cenário atual da educação brasileira tratada como mercadoria.Lembremo-nos que é a sociedade brasileira que a financia através dos impostos.

"Dei-lhes o poder e saberás quem és"

Me desculpem o desabafo!!
Escrito por Indicador


"Quem vive, vive dos mortos.

E também a morte precisa de viver;

e nada existe como um asilo de alienados para incubar

suavemente a morte, e manter mortos na incubadora."

(Antonin Artaud)

Convite

Música no Museu comemora 10 anos em 2007 e acontecerá em novembro 10 concertos emblemáticos da Série. Iniciando-se dia 1º. de novembro com Turíbio Santos no Museu Nacional de Belas Artes onde ee abriu o projeto em 1997, o encerramento será no dia 30 de novembro na Sala Cecília Meireles . Os outros concertos serão realizados no Museu Histórico Nacional, Casa França Brasil, Palácio Itamaraty, Palácio São Clemente (Consulado de Portugal), CCJustiça Federal, CCLight, Espaço Furnas Cultural, Mosteiro de São Bento e CCBB . Cada músico interpretará uma peça de compositor brasileiro e, os contemporâneos que assistiram alguns dos nossos concertos, serão convidados especiais e também homenageados.
Maiores informações e programação podem estar acessando o site http://www.musicanomuseu.com.br/index_new.asp.
Polegar.

sábado, 29 de setembro de 2007

Concreto e Neoconcreto

Relato de uma experiência: Nenhuma idéia visível parecia surgir para a (neo!?) concreção do projeto (subjetivo, não objetivo). Ou melhor, um material que pudesse ser composto no poucoespaço de tempo disponível, com seriedade e envolvimento libidinal. A tensão (ou desespero de pessoa "certinha") se apodera da (in) consciência, projetando-se num mergulho sobre a superfície branca (bidimensional) de uma folha de papel ofício A4. Então, a escolha do material perde a excessiva importância e o simples folha adquire um status de possibilidade de realização de uma idéia nem sequer ainda (neste caso, conscientemente) imaginada. Neo-concreto; o estilo e seu nome remetia a uma tradição construtivista; a associação com formas geométricas e medidas matemáticas é óbvia (principalmente, para o senso comum); apanhei uma régua de 30 cm e sem pensar (ou planejar) muito, desenhei um retângulo de 15cm x 25cm e tracei usando um compasso um meio círculo nas bases do papel, aletoriamente (tanto que as marcas do grafite do compasso se inscreveram no meio círculo traçado sobre o papel). Mas, ainda, o trabalho não tinha saído do bidimensional (tanto como suporte, como recursos perspectivistas ou de cor). "Automaticamente", chega a lembrança a imagem da fita de Moebius (com sua dimensão fractalizada e não-euclidiana), bastante presente e atuante na trajetória da artista neo-concreta Lygia Pape. Recortei a figura do retângulo com as bases na forma de meio círculo voltadas para a área interna (do retângulo). O resultado deste procedimento, devido a gramatura do papel ofício, foi um objeto maleável pronto para entrar no campo "tridimensional" (ou fractal!?). Na aproximação da arte e vida, duas artistas neoconcretas, Lygia Pape e Lygia Clark desenvolveram de forma inovadora, propostas baseadas na interação entre a obra e o público. Suas trajetórias, claramente coerentes, se iniciaram num neoconcretismo ainda contido pela tradição construtivista preservada pelo movimento concretista ( que era objetivo, cientificista, cibernético, produtivo, entusiasta das teorias da informação e da comunicação, desenvolvimentista e midiático) e "evoluíram" sutilmente para a estetização da vida, através de propostas experimentais imantadas com intensidade. No último capítulo de seu livro, o crítico de arte Ronaldo Brito, além da análise formal comparativa enter a tradição concreta e a ruptura neoconcreta, no final dos anos 50 e início dos 60, no âmbito da arte brasileira, mostra as diferentes posturas, em diversas áreas do pensamento, entre estas duas visões da arte. Enquanto os concretos adotavam o causalismo mecanicista da Teoria psicológica da Gestalt (para explicar o funcionamento perceptivo), os neoconcretos filosofavam com os conceitos fenomenológicos e ontológicos da Teoria da Percepção de Merleau- Ponty, valorizando, além dos elemntos básicos de uma tradição construtiva, os aspectos metafísicos. Para o autor, o neoconcretismo definiu os rumos de nossa arte contemporânea, aproximando, com intensidade, a arte da vida. Voltando a execução do trabalho, dobrei a fita de papel, aleatoriamente, em algumas áreas e a flexibilidade obtida permite uma manipulação do objeto pelo fruidor. Neste processo relatado, primeiro realizei o trabalho e depois o comparei com algumas fotografias de obras neoconcretas do livro, e pareceu-me com as seguintes obras da Lygias, Pape e Clark: Livro da Criação (certas partes deste conjunto) e os Bichos Articuláveis ( claro que Lygia Clark utilizou outro material, alumínio com dobradiças).

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Dan Grahan


Dan Graham
Nasceu em Urbana em 1942. Vive e trabalha em Nova York, Estados Unidos.

Dan Graham já foi galerista, escritor, teórico, fotógrafo, videoartista e arquiteto. No final da década de 1960, entrou em contato com trabalhos de artistas minimalistas como Dan Flavin e Sol LeWitt e começou sua produção artística.

"Homes for América" (1966) é uma espécie de ensaio formado por imagens e textos publicados na revista "Arts". É composto por 34 blocos de tamanho similar que contêm trechos de anúncios imobiliários, listas de preferências de cores de tinta para fachadas e fotos do exterior e do interior de casa típicas da arquitetura pós Segunda Guerra.

Dan Graham tem trabalhos que se filiam mais à arte conceitual, como os "Schemes" nos quais, numa folha em branco, o artista escreve e enumera características de um texto: número de palavras, de letras, de páginas.

O artista sempre teve uma produção que desestabiliza as categorias tradicionais da arte. Na década de 1980, realizou importantes trabalhos entre a arquitetura e a escultura. São pavilhões que podem ficar do lado de fora de galerias ou museus, em contato direto com o mundo. Estes trabalhos estabelecem um jogo entre interior e exterior ao escolher materiais como vidros e espelhos que ora possibilitam a visão de quem está de fora, ora de quem está de dentro. Da arquitetura, conservam a preocupação com a inserção no espaço público e a interação com as pessoas, das esculturas, o rigor formal e os materiais.

Participou das Bienais de Veneza em 1976, 2002 e 2004 e da Documenta 10, em Kassel (1997). Realizou exposições individuais em vários museus em todo o mundo: Chiban City Museum of Art no Japão, Museu de arte contemporânea de Serralves em Portugal, Museé d'Art Moderne de la Ville de Paris, França, Kusthalle, Alemanha, Kiasma Museum of contemporary art, Finlândia.
(Da Redação, com colaboração de T. Rivitti)

domingo, 16 de setembro de 2007

Por que eles não querem mais?

A importância da Arte tal qual é que foi utilizada pelos Jesuítas na Missão.
Denominada como "pedagogia das imagens" as artes plásticas e teatrais foram utilizadas em larga escala , porém as figuras pictóricas reresentavam as forças do bem ( bíblicas) contra as forças do mal ( indígenas).
E assim se catequizou seduzindo as crianças através da música, do canto, da dança e das artes em geral, mas sempre associando as tradições nativas como demoníacas.
Fico perguntando porque quando crianças amamos as artes plásticas e quando adultos odiamos? Isso é visto nas escolas. Do maternal até o atual quinto ano eles querem trabalhar com tintas e outros materiais, porém quando passam para o ano seguinte o que se ouve é EU ODEIO DESENHAR, PINTAR. QUE SACO!!!!!!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O espaço visual e o espaço verbal

Lugar é o espaço que te convida a ficar, estabelecer relações fixas e não-lugar é o espaço de transição, como por exemplo os elevadores, aeroportos,etc...
Pensando em lugares e não-lugares, estabeleci uma relação entre o "lugar" Uerj, que está no lugar Maracanã, lugar Rio de Janeiro, Brasil, Continente Americano,Planeta Terra,Universo,Onde vamos parar?...
Bem, voltando ao nosso "lugar".A UERJ é um lugar ou um nào-lugar?Depende para min é a segunda opçào.Portanto,Meu trabalho resultará em uma caixa de vidro e aço (lembrando as obras de Dan Grahan)para que haja diálogo entre o espaço interno e o externo,porém este diálogo é apenas visual, pois por mais que o externo visulize o interno ele não participa deste,mas eu conseguirei realizar esta comunicaçào, um diálogo verbal.Isso acontecerá e eu convidarei você para assistire levar para o seu LUGAR.
Anelar

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

E pra começar nada melhor que Drummond e suas memórias...


Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade